Qual é a importância da transformação digital para o setor de varejo?

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Não é de hoje que ouvimos falar sobre transformação digital. Mas caso você não conheça o termo, vale uma breve explicação. A transformação digital consiste na estratégia de adotar novas tecnologias para solucionar problemas tradicionais. Uma empresa aplica a transformação digital, por exemplo, quando usa inteligência artificial para automatizar parte do atendimento ao cliente.

Mas as soluções nem sempre foram tão modernas. O movimento surgiu com a popularização da internet, na década de 1980. Nesse período, a transformação digital otimizou funções que hoje consideramos simples. Cálculos, redação de textos e até mesmo o marketing passaram a contar com suporte da rede.

digitalização tomou proporções tão grandes que hoje é difícil encontrar um estabelecimento que não conte com o suporte de um computador, por exemplo. Mas as coisas iriam ganhar proporções ainda maiores com o surgimento da indústria 4.0 na última década.

Por um lado temos as startups. Pequenas empresas especializadas em tecnologia que produzem soluções cada vez mais inovadoras. Do outro, temos o aprimoramento e criação de novas ferramentas.

Por fim, temos a crise da Covid-19, que acelerou a tendência de digitalização que já tomava conta do mercado, obrigando diversos negócios a entrar nos ambientes virtuais. Essa visão é compartilhada por Leo Frade, CEO e cofundador da Aftersale – empresa que viu a transformação digital como oportunidade de negócios. “Antes da pandemia, a transformação digital era vista como uma oportunidade de redução de custos. Com a crise, isso deixou de ser algo ‘bacana’ para se tornar uma demanda urgente.”

Frade conta que, com a impossibilidade de atender seus clientes em ambientes físicos, a alternativa foi migrar para o cenário digital. Nele, os varejistas se encontraram com uma gama de problemas nos quais não haviam experimentado antes. Afinal, como otimizar as operações com uma equipe reduzida? A solução, como você já deve imaginar, foi a tecnologia.

Frade usa a Aftersale como exemplo de como, nesse novo contexto, a tecnologia pode servir como facilitadora para os negócios. “Criamos uma camada de tecnologia que permite que o consumidor faça todo o processo de trocas e devoluções sozinho, por meio de uma plataforma”, diz. Dessa forma, o processo de pós-venda seria otimizado, evitando possíveis falhas humana, trazendo agilidade e melhorando a satisfação do cliente.

Mas as possibilidades não param por aí. A já mencionada inteligência artificial é um exemplo disso, mas várias outras tecnologias, como o blockchain, ilustram bem as vantagens competitivas que a transformação digital pode trazer para uma empresa.

Novos tempos

Mais do que apenas a redução de custos, em muitos casos a transformação digital se mostra como um fator decisivo para a sobrevivência de um negócio. “Vivemos em um mundo em que tudo é ‘para agora’. Se você quer ver um filme, é só abrir um streaming no celular. Se você quer ouvir uma música, não precisa mais ir até uma loja e comprar um disco, é só abrir um aplicativo no seu celular.”

No varejo, o princípio é o mesmo. O consumidor que deseja determinado produto ou serviço vai o encontrar em questão de segundos no ambiente digital. Já as que não conseguirem prover a mesma agilidade tendem a ficar para trás. Ao aplicar a tecnologia em seu modelo de negócios, não apenas os gastos podem ser cortados como todo um novo público consumidor passa a ser acessível para a empresa. “Se indagar se sua empresa precisa de transformação digital é a mesma coisa que perguntar se a transição de charretes para carros no começo do século XX seria inevitável.”

Já temos exemplos de empresas que resistiram a esse movimento e se deram mal. Uma delas é a varejista norte-americana J.C. Penney. A empresa, que já sofria com a perda de clientes para o e-commerce, assinou um pedido de recuperação judicial em maio de 2020.

Como aplicar a transformação digital na sua empresa?

A ideia de aplicar a transformação digital pode ser vista com olhos desconfiados por executivos mais tradicionais. Afinal, durante esse processo, muitos erros podem acontecer. Frade conta que um dos principais é o fato de gestores estarem querendo seguir o exemplo de empresas como a Amazon. “Essas são empresas que já nasceram digitalmente, então o caminho que elas fizeram é diferente.”

Em contrapartida, empresas mais tradicionais possuem uma cultura corporativa e um modelo de gestão que muitas vezes não está preparado para suportar mudanças tão bruscas em tão pouco tempo. Nesses casos, ir com calma é a melhor solução.

Primeiramente, é preciso identificar qual é o principal problema a ser resolvido. Em seguida, uma boa alternativa para empresas que não possuem tradição digital é procurar prestadores de serviços que já possuem soluções prontas. O já mencionado exemplo das startups é um exemplo disso. “As empresas não precisam ‘construir tudo dentro de casa’, elas podem simplesmente procurar uma solução que já existe’, conta Frade.

Dessa forma, é possível poupar os custos que a empresa teria em organizar toda uma nova equipe e promover uma transição mais suave para os novos ambientes. Você ganha, o ecossistema de inovação também.

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