Empresas apostam so Social Commerce para alavancar vendas

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A Covid-19 tem transformado a maneira como o público realiza compras, enxerga oportunidades e elege o que é, de fato, essencial. Por isso, as empresas também sentiram a necessidade de se reinventar e ficarem cada vez mais próximas do consumidor.

Um modelo de negócio que favorece esse contato é o social commerce, uma espécie de rede social que permite a interação entre os usuários especificamente para auxiliar a compra e venda de produtos e serviços on-line. Isso mesmo. Uma plataforma para vocês tirar dúvidas sobre produtos e marcas antes de realizar uma compra.

Fabio Carneiro, cofundador da Promobit, principal expoente do social commerce no Brasil, relata um aumento no número de empresas buscando parcerias com a plataforma. Uma delas é B2W Digital, plataforma que surgiu a partir da fusão de Americanas.com, Submarino e Shoptime.

“Dentro de todos os canais de mídia paga, uma plataforma como a Promobit, por exemplo, preenche sozinho uma alternativa na jornada de compra”, explica diz Luiz Gustavo Kahn, responsável pelo atendimento da B2W. “O público dessas plataformas costuma ser muito mais seletivo e atento às condições comerciais, o que faz do social commerce uma vertical com características únicas e uma fonte de boas oportunidades de vendas”, diz.

Uma das vantagens mais atraentes desse canal de marketing é que ele estimula o cliente a comprar por impulso ou porque está recebendo uma indicação de uma comunidade, afinal os usuários dão sugestões, indicações e trocam ideias sobre preços e vendedores.

A Varejo S.A trocou uma palavrinha com Fabio Carneiro para entender melhor as possibilidades do social commerce. Confira!

Com funciona exatamente o social commerce?

Nosso modelo funciona como uma rede social de ofertas e descontos. Criamos uma plataforma em que os próprios usuários compartilham as promoções com outros integrantes da comunidade. As postagens funcionam como em outras redes sociais, onde as pessoas podem curtir, compartilhar, marcar amigos e comentar. Muita gente usa esse espaço para tirar dúvidas sobre produtos e saber se a compra vale a pena. 

Mas quem garante que as ofertas e produtos são mesmo aqueles que estão anunciados?

Validamos cada oferta para nos certificar que o preço é mesmo o mais baixo e que a loja é segura, pois dois dos nossos pilares são: preço baixo de verdade e segurança; o terceiro é comunidade. Também temos uma equipe responsável por acompanhar o que está acontecendo na comunidade e intervir em casos de comentários ofensivos, para que tenhamos uma comunidade saudável. 

Qualquer empresa pode utilizar esse modelo?

Sim, mas isso vai depender das regras adotadas pelo social commerce. Nós temos um score interno que usamos para avaliar os índices de segurança de cada loja. Isso é para proteger nossa comunidade de golpes. Por isso, só aceitamos parcerias com empresas que cumpram nossos requisitos de segurança.

Apesar do foco da plataforma ser ofertas compartilhadas pelos próprios usuários, nós temos uma área de parcerias para as lojas que quiserem compartilhar diretamente suas promoções no Promobit. 

É um sistema de vendas caro?

Esse é um modelo com ótimo custo benefício para os lojistas. Proporciona boa visibilidade e o valor é baseado em vendas realizadas dentro da plataforma. Ou seja, você só paga se vender. No processo, você consegue trabalhar engajamento e fortalecimento de marca. As lojas enviam um arquivo com todas as promoções que estão ativas em seus e-commerces. Se a loja trabalhar com preços agressivos, nossos resultados são muito bons.

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